O que você precisa saber sobre o inconsciente
O inconsciente é a parte mais arcaica de nosso psiquismo O que o inconsciente guarda? Ele guarda: conteúdos reprimidos (memórias, afetos, desejos) e as pulsões de vida e de morte. Sigmund Freud, em sua clínica, teve condições de estabelecer a existência do inconsciente, o seu funcionamento e os reflexos dele na consciência. O inconsciente é o cerne da ciência psicanalítica, fundada por Freud. No inconsciente há certa quantidade de energia psíquica que se movimenta e cujos representantes tentam chegar à consciência. Esse acesso se faz de maneira distorcida, condensada ou transformada para a realidade consciente. Freud foi ampliando as suas descobertas a respeito do tema, propondo a estrutura de sistemas para a psique humana: um consciente e outro inconsciente (Id). É através da análise, com a superação de resistências do Ego, que alguns elementos do inconsciente podem ser apresentados para o terapeuta, que pode interpretar essas informações. Não deixe de ler: Daqui me despeço, até o próximo post! Referências Introdução ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros textos. Freud (1914-1916). Obras completas volume 12. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. O INCONSCIENTE EM SIGMUND FREUD. Everton Fernandes Cordeiro, 2010.
Lá vem ela, a angústia
A angústia faz parte de nosso psiquismo, não tem jeito. Ela é inerente ao humano. O que ela é, de fato? Ela indica algo em nós? Como ela se apresenta em nosso mundo interno e a relação dela com o que está fora de nós? E na psicoterapia, é possível lidar com ela? Antes de mais nada… O que é angústia? Como podemos defini-la? Ao olharmos o conceito no dicionário, encontramos: sofrimento, estado afetivo desconfortável, falta, carência, tormento, inquietude, estreiteza, redução de espaço e tempo. Ela é um afeto que incomoda, é um pesar, é complexa. Ao longo dos dias, podemos perceber mais ou menos a presença dela. Como podemos entender a angústia e a ação dela de acordo com a Psicologia? Vejamos a partir das abordagens psicanalítica e existencial… De acordo com a psicanálise Freud nos falou sobre a característica de desprazer que a angústia traz pra gente, algo em comparação com um desamparo. A angústia contém uma energia que faz com que o Eu mobilize uma defesa (recalque) como reação a ela. Freud considera a angústia como um mecanismo (que possui função). Ela não possui o status de sentimento, é um sinal. Sob o viés do existencialismo Filósofos abordaram o tema amplamente ao longo do tempo. Nesta perspectiva, a angústia é encarada, de forma geral, como uma reação essencialmente humana frente à finitude da vida, acompanhada de um esvaziamento de sentidos do que está a nossa volta. Kierkegaard (1813-1855) explicou que a angústia se manifesta diante da liberdade/possibilidades de experiências de vida. Heidegger (1889 -1976) explicou que a angústia é como uma abertura para o próprio ser e possui natureza existencial. Com ela, abre-se a possibilidade do indivíduo poder ser quem se é, sendo assim um caminho para transformações existenciais. Como podemos lidar com a angústia? A psicoterapia é fundamental para lidar mais de perto com a angústia e com o que a acompanha. Falar e ser acolhido pela escuta da psicóloga contribui para aumentar o autoconhecimento e, mais do que isso, são ações para viver a angústia com apoio emocional. Esse movimento contribui para uma vida psíquica mais saudável. Referências Angerami-Camon (org.). Angústia e psicoterapia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000. Murta, C.; Pessoa, F. Angústia em filosofia e psicanálise [recurso eletrônico]. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, Secretaria de Ensino a Distância, 2017. Pollo, V.; Chiabi, S. A angústia: Conceito e fenômenos. Revista de Psicologia, Fortaleza, v. 4 – n. 1, p. 137-154, jan./jun. 2013
Só somente só: a experiência da solidão

No conto de Clarice Lispector, “Um dia a menos”, podemos acompanhar os pensamentos de Margarida Flores, em um dia sozinha. É algo que beira ao desespero. Na peça que assisti, há um tempo atrás, baseada no conto, Ana Beatriz Nogueira interpretou Margarida diante da plateia. Foram minutos marcantes. Por que estou falando sobre isso?! A solidão pode estar presente nas mais diversas produções artísticas: plásticas, cênicas e musicais, além da literatura, claro. Ela pode ser tema ou estar subentendida no que envolve alguma produção subjetiva. Na maioria das vezes, a solidão é vista como ruim, algo a ser evitado e incompreendido. Ela é abstrata e a sua definição é ampla. Obviamente que a experiência da solidão pode mobilizar sentimentos indesejados e dolorosos. A presença da ausência, seja aquela no sentido físico mesmo ou na falta de relacionamentos significativos/ou conexões afetivas satisfatórias (estar junto de pessoas, mas no fundo estar desacompanhada), são fatores de análise interessantes quando falamos de solidão. Há camadas na solidão. “Luz solar em uma cafeteria”, Edward Hopper, 1958. Podemos pensá-la na dimensão do desenvolvimento psíquico humano. Autores como Freud e, especialmente Melanie Klein, Winnicott e Lacan, abordaram o tema de modo a entender o lugar da experiência da solidão no desenvolvimento emocional e na integração do Ego. De maneira geral, a existência da falta, mesmo em um contexto social, faz parte dos conflitos internos de cada um. O isolamento também pode indicar um resguardo do Eu diante de dificuldades e desprazeres que por ventura possam fazer parte do contato com o Outro. Por outro lado, o estar só pode favorecer o trabalho intelectual e reduzir a influência do grupo, abrindo espaço para a originalidade, como nos indica Freud. Lacan, Winnicott e Klein abordam o tema da solidão a partir do entendimento das relações de objeto e suas dinâmicas, que afetam o desenvolvimento psíquico da pessoa. Klein escreveu o artigo “Sobre o sentimento de solidão (1963 – texto póstumo)” e Winnicott, “A capacidade para estar só (1958)”, que coloca isso como uma característica muito importante de maturidade psíquica. A palavra solitude também está em nosso vocabulário e, diferente de solidão, não traz um pesar ou sentimento ruim. Geralmente ela está associada ao bem-estar da própria companhia. Esse é um assunto inesgotável, que pode ser retomado em momentos futuros. E você, como se sente na presença da solidão? Referência Tatit, Isabel (2012). Do discurso de isolamento a uma experiência de solidão. Dissertação de mestrado em Psicologia Social. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo. Imagem destacada no post: “Composição (Figura Só)”, Tarsila do Amaral, 1930.
Por que ser ouvido e ouvir-se faz diferença?
O papel da fala, em um contexto de psicoterapia, já tem a sua importância reconhecida. Freud, em seu trabalho clínico, a partir da escuta do que as pessoas traziam para ele, indicou que é no discurso que o indivíduo “descrevia o episódio da maneira mais detalhada possível, pondo o afeto em palavras” (Freud, 2016, p. 202). Falar é importante! Mas e ser ouvido? Na psicoterapia, falar, ser ouvido e ouvir-se andam juntos. A pessoa em terapia se expressa através do discurso falado e a psicóloga, antes de mais nada, oferta a escuta atenta e qualificada que a acolhe, sem julgamentos. Ao longo das sessões, a profissional pode compreender as demandas e a subjetividade da pessoa em psicoterapia. A depender da abordagem da profissional há a interpretação das queixas e demandas. Segundo Rogers, “Em primeiro lugar, como encontra alguém que ouve e aceita os seus sentimentos, ele começa, pouco a pouco, a tornar-se capaz de ouvir a si mesmo (Tornar-se pessoa, p. 73).” E ainda acrescenta: “Enquanto vai aprendendo a ouvir a si mesmo, começa igualmente a aceitar-se mais. Finalmente, ao ouvir com mais atenção os sentimentos interiores, com menos espírito de avaliação e mais de aceitação de si, encaminha-se também para uma maior congruência.” (Tornar-se pessoa, p. 74). Sapienza também contribui para essa temática em seu livro “Conversa sobre Terapia”, quando nos fala: “Então terapia é também um pouco isto: ocasião de ouvir a própria voz a dizer coisas que uma vez ditas, encorpadas na voz, são acolhidas por ouvidos humanos. Tomando corpo assim, elas se mostram com mais nitidez. Pensamentos e sentimentos expressos dessa forma podem ser compreendidos melhor em suas proporções e significados.” (Sapienza, p.29). Outro autor que ajuda a delinear todo esse contexto é Bion, que nos apresenta os conceitos de contido e continente, sendo esse último relacionado à psicóloga e seu trabalho de escuta e manejo terapêutico. O ambiente da psicoterapia e a aliança terapêutica criam as condições necessárias para as ações de ouvir, falar e ouvir-se, que são tão importantes para o desenvolvimento do trabalho psicoterapêutico.
Entenda as funções de psicólogas e psiquiatras
Qual é a diferença entre esses dois profissionais? Ou o trabalho deles é o mesmo? Bem, ambos cuidam da saúde mental e emocional das pessoas, mas existem diferenças, a começar pela formação acadêmica. Acompanhe abaixo: A psicóloga é uma profissional graduada em Psicologia (curso superior de 5 anos de duração) e oferta uma escuta qualificada (técnica, ética e teórica) para seus pacientes. Nas sessões são ouvidas e acolhidas as queixas e as demandas trazidas pelas pessoas atendidas. A partir das técnicas da abordagem psicológica utilizada pela profissional e da parceria terapêutica estabelecida entre paciente-psiterapeuta, acontece o processo psicoterapêutico. A psicoterapia é valiosa para lidar melhor com situações familiares, profissionais e afetivas, além, é claro, de promover o autoconhecimento, elaborar questões emocionais (e vivências traumáticas), compreendidas as origens e os contextos da situação de saúde da pessoa em atendimento e promover a saúde como um todo. Outro ganho é o alívio de sintomas psiquicos que podem ou não estar relacionados a algum transtorno mental (humor, personalidade, entre outros). A psicóloga é um apoio emocional para as situações expostas por seus pacientes durante as sessões. Em relação ao processo terapêutico, ele pode ser: breve (cerca de 12 sessões), plantão (1 atendimento) ou por meses e anos. A frequência dos atendimentos pode ser semanal, quinzenal ou mais de uma vez por semana, a depender da demanda e da abordagem, assim como das possibilidades do paciente e profissional. As sessões de psicoterapia podem ser realizadas individualmente, em casal ou em grupo. Independente da abordagem e da configuração das sessões, a profissional psicóloga precisa ter um registro ativo no Conselho Regional de Psicologia para exercer a profissão. Por exemplo, o meu número de registro é 06/201399, no qual o número 6 indica a região: o estado de São Paulo. Vale lembrar que a aplicação e interpretação de testes psicológicos é uma atribuição exclusiva de psicólogas/psicólogos. E a/o psiquiatra? Este também é um/uma profissional que cuida da saúde mental e emocional das pessoas. Para ser um/a psiquiatra, é necessário se formar em Medicina e depois se especializar na área através da residência médica em Psiquiatria. É uma especialidade cuja técnica, teoria e prática está voltada para diagnosticar e tratar de questões emocionais, transtornos mentais e os sintomas a eles relacionados. Nas consultas clínicas, o/a psiquiatra pode ou não prescrever uma medicação a partir dos sintomas relatados pela pessoa, do histórico pessoal de saúde e familiar. Além disso, exames laboratoriais também podem ser pedidos pelo/a psiquiatra para saber o quadro geral de saúde do paciente. A frequência das consultas pode ser mensal ou em períodos mais espaçados, a depender da situação clínica do paciente. Para atuar, o médico precisa ter o registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e, se ele se especializar, também terá o RQE (Registro de Qualificação de Especialista). O sigilo dos atendimentos é a base da prática clínica, seja do/a psiquatra ou da psicóloga. A ética profissional é fundamental para uma boa parceria terapêutica. Sessões e consultas conduzidas por profissionais que não julgam e que acolhem as demandas de seus pacientes/clientes também são essenciais para uma prática ética e com compromisso social. O trabalho conjunto entre psicóloga e psiquiatra é muito importante para uma boa evolução do quadro clínico e para o desenvolvimento emocional do paciente.
Tédio, por que me sondas?

O personagem do tédio, todo monocromático, expressão facial neutra e em constante uso do celular reflete a falta de energia e desânimo tão característicos desse afeto. A origem da palavra tédio remonta à palavra grega akedia, vinda de kedos (“importar-se com”), ou seja, “não importar-se com”. O tédio tem relação com o desprazer, a indiferença, a monotonia. Ele vem da falta de significado e do vazio. Ele pode surgir nas atividades mais rotineiras. A percepção da passagem do tempo, a procrastinação da execução de certas atividades (ou de tomadas de decisão) e uma maior liberdade de escolha do que fazer com o tempo, são componentes interessantes quando se discute sobre a experiência de sentir tédio. O que te deixa entediado? As redes sociais tem sido usadas como uma fuga de momentos desinteressantes do dia-a-dia? A grande quantidade de informações e estímulos presentes nas redes de certa maneira ajudariam a preencher o vazio do tédio? Referência Gradin, Adriana Meyer Barbuda. Tédio e apatia como sintomas: manejos na clínica psicanalítica. 2018. 209 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia: Psicologia Clínica) – Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
O que é psicanálise?
A psicanálise é um campo de estudos e de produção de conhecimento que tem como foco o inconsciente. É uma linha teórica que, em consultório, embasa a psicoterapia psicanalítica (ou de base psicanalítica), também conhecida como uma franquia da marca Psicanálise. Ela foi estabelecida por Sigmund Freud, neurologista austríaco, no final do século XIX e no começo do XX. Mas antes de “inventar” a psicanálise, Freud trabalhou junto com outros médicos: Charcot e Breuer. Charcot era neurologista e usava a hipnose nos tratamentos que conduzia. Basicamente, essa técnica possibilitava uma regressão ao momento de vivências esquecidas que pudessem ser as causas dos sintomas apresentados por pacientes que, à época, eram chamadas de histéricas. A sessão de hipnose era a oportunidade delas colocarem em palavras memórias marcantes/traumáticas. Freud também trabalhou com Breuer, outro médico importante para o estabelecimento das bases da nova área de estudos que viria a se chamar psicanálise. Com seus trabalhos clínicos, Freud pode conceituar aquilo que não está na superfície, e que nem pode ser facilmente acessado, mas que interfere em nossos comportamentos. Através da fala e da escuta, o analista pode interpretar (e compreender a psicodinâmica) os conteúdos trazidos no discurso livre do paciente e manejar a transferência que ocorre entre analisando e analista. Freud publicou uma vasta obra. Outros profissionais o seguiram, ampliando assim o campo de estudos da Psicanálise. Jung, Lacan, Melanie Klein, Winnicott, Bion, Ferenczi, entre outros, são exemplos de terapeutas psicanalíticos e produtores de conhecimento nesta área. Com tais linhas teóricas, derivadas da teoria de Freud, psicoterapeutas fundamentam os seus atendimentos todos os dias. Daqui me despeço. Até o próximo post!
A inveja está entre (e em) nós

Olho gordo, dor de cotovelo, olho que seca a pimenteira, a inveja tem sono leve, são expressões populares associadas à inveja. No filme DivertidaMente 2, a personagem inveja foi retratada com os olhos deeeeeeesse tamanho, pupilas dilatadas e brilhando. Mas como podemos definir a inveja? Vou trazer o conceito a partir da psicanálise. Segundo Melanie Klein: “A inveja é o sentimento raivoso de que outra pessoa possui e desfruta algo desejável […]” (Klein, 1957, p. 236). Ela está presente desde os momentos mais primários da vida do bebê, quando o Ego ainda está fragmentado. Lidar com a inveja, e com os efeitos dela, faz parte do desenvolvimento emocional do indivíduo. “Há muitos anos venho me interessando pelas fontes mais arcaicas de duas atitudes que sempre nos foram familiares: a inveja e a gratidão. Cheguei à conclusão de que a inveja é um fator muito poderoso no solapamento das raízes dos sentimentos de amor e de gratidão, pois ela afeta a relação mais antiga de todas: a relação com a mãe.” (Klein, 1957, p. 230, 231) Nos primeiros meses de vida, a inveja é muito mais potente. Os recursos psíquicos internos e o contexto de cuidados que o bebê recebe são aspectos que interferem na lida com essa inveja estrutural. O bebê se defende dela com mecanismos criados pelo seu Ego. Um exemplo de mecanismo é a “desvalorização do objeto” (Klein, 1957, p.278), que se desenvolve no contato do bebê com a mãe/cuidador(a), sendo ela/ele alvos da projeção dos impulsos agressivos do nenê. Existem outros mecanismos de defesa que também operam contra o sentimento de inveja, esse é apenas um para pensarmos no tema inicialmente. Em etapas de vida como a adulta, adolescência, ou até mesmo a infância, pode-se observar certos mecanismos de defesa do Ego contra a inveja durante as interações sociais da pessoa. Novamente, há uma expressão popular conhecida: quem desdenha quer comprar, que pode nos ajudar a pensar em um contexto para esse tema, pois se não é possível ter/ser aquilo que se deseja, o Ego subestima/desvaloriza/estraga o seu foco de atenção. Enfim, daqui me despeço. Esse é um assunto bastante denso e complexo, que merece outras postagens! Referência Melanie Klein. Inveja e gratidão e outros ensaios, 1946-63. São Paulo: Ubu editora, 2023.
O que o exercício físico tem a ver com a saúde mental?
A atividade física é uma grande aliada da saúde física e mental Antes de entrarmos no assunto em si, vamos reconhecer um contexto aqui. O professor que tem a aula imediatamente anterior à de educação física, sabe que terá que lidar com a expectativa dos alunos para que tal aula chegue logo. É complicado propor lições/tarefas e fazê-los focar no momento da aula presente. A preocupação geral é a educação física. Os/As professores/as dessa disciplina são os mais queridos. Mas como nós de outras disciplinas podemos superar as aulas que envolvem movimentos, competições e brincadeiras corporais que fazem o cérebro liberar neurotransmissores relacionados ao bem-estar? É um grande desafio. Exercício físico e saúde mental são grandes parceiros Os benefícios dos exercícios físicos não são segredo para ninguém. Prevenção de doenças, tratamento/complemento terapêutico para condições de saúde adquiridas ou congênitas, favorecimento de interações sociais, controle do peso e ampliação da consciência corporal, entre outros efeitos positivos, são exemplos do que os exercícios podem fazer pela saúde de maneira geral. Claro que, antes de mais nada, é fundamental uma avaliação médica que indique a aptidão física para a atividade que se pretende realizar. Especialmente sobre a dinâmica cerebral e a saúde mental, sabe-se que, a partir das atividades físicas, ocorre a liberação de neurotransmissores (endorfina e dopamina) que causam a sensação de bem-estar, relaxamento e a moderação de dores. Há também a liberação da serotonina, que auxilia no controle do humor e contribui para a sensação de satisfação de maneira geral. A constância é fundamental A prática recorrente de exercícios físicos interfere diretamente na qualidade de vida de quem os realiza. Os benefícios se estendem ao sono, à disposição e à melhora de condições relacionadas à saúde mental. Ah e, naturalmente, as preferências em relação ao tipo de atividade partem de cada pessoa. Gostar do exercício faz diferença para que se mantenha a motivação em praticá-lo.
Fala e escuta como partes de um remédio
Descubra nesse post o que é psicoterapia Na psicoterapia a fala e a escuta andam juntas. Mas afinal, o que psicoterapia significa? Basicamente, a palavra quer dizer que existe um tratamento e um acompanhamento de questões de saúde mental por parte de uma psicóloga, que auxilia: no alívio de sofrimentos emocionais, no manejo de comportamentos disfuncionais, na melhora de sintomas psíquicos e na lida do paciente com a familia, relacionamentos amorosos, amigos e colegas de trabalho. A psicoterapia é também uma chance de ampliar o autoconhecimento e proporcionar o desenvolvimento pessoal daqueles que recorrem à ela. Pode ser, também, um momento para a promoção de saúde e qualidade de vida. Tudo isso acontece a partir do trabalho técnico e ético da psicóloga, que presta esse serviço. A escuta, a compreensão e a interpretação da profissional são partes do processo psicoterapêutico. O acolhimento das queixas e demandas do paciente é o ponto de partida do que chamamos de psicoterapia. “Assim, entende-se que a psicoterapia é um campo de conhecimentos teóricos e técnicos, e uma prática de intervenção sustentada por esses conhecimentos, que se desenvolve em um relacionamento interpessoal.” (Conselho Federal de Psicologia, 2022, p.11) A psicoterapia se organiza em sessões (atendimentos) agendadas, com determinada duração de tempo e podem ser realizadas individualmente ou em grupo. Outra característica importante, é a abordagem psicológica utilizada pela profissional, pois são diversas. Vale acrescentar que a psicóloga pode utilizar testes ao longo das sessões para entender mais sobre alguns aspectos subjetivos e da personalidade da/o paciente que talvez não tenham sido trazidos em momentos anteriores. Daqui me despeço, até o próximo post! Referência Conselho Federal de Psicologia. Reflexões e orientações sobre a prática da Psicoterapia, Brasília, 2022. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/caderno_reflexoes_e_orientacoes_sobre_a_pratica_de_psicoterapia.pdf
