O passado
Pesquisas e expedições arqueológicas no Oriente Médio (na região do Levante e da antiga Mesopotâmia) encontraram o que é considerado um dos registros escritos mais antigos da humanidade: símbolos triangulares em argila, chamada de escrita cuneiforme, de cerca de 3500 a.C. Ali, constavam informações sobre comércio, em forma de narrativa. Por volta da mesma época, os egípcios criaram e usaram os hieróglifos, tão característicos e importantes naquela civilização.
Até 2024, indícios mostravam que o primeiro alfabeto, ou seja, a primeira representação dos sons da fala de maneira gráfica, fora desenvolvido pelos Fenícios no Oriente Médio (na região do Levante), aproximadamente em 1050 a.C. Em 2026, notícias divulgaram que pesquisas arqueológicas realizadas na Síria descobriram cilindros de Argila com o que seria um alfabeto mais antigo do que os registros fenícios. Pesquisas apontam que
Para além da cronologia exata da origem do primeiro alfabeto, línguas novas surgiram e a forma de registrar e passar adiante informações mudou para sempre. Quando a imprensa foi inventada, as publicações puderam ser produzidas em larga escala e tornaram-se mais acessíveis.
O tempo foi passando e hoje temos textos impressos e digitais. Com a internet e as tecnologias, sites e blogs tiveram um grande espaço nos primeiros anos por conta da massificação do uso dos computadores e da conexão à internet e inclusive a forma que buscamos informação foi mudando. O e-mail tornou-se o modo mais prático e rápido de comunicação e envio de documentos.
Aí chegaram as redes sociais
As redes sociais transformaram o modo de como consumimos informação e a maneira de interagimos com as demais pessoas. Há discussões sobre a estrutura dessas plataformas e de como elas utilizam os dados dos usuários. Os algoritmos funcionam para que passemos mais e mais tempo logados e online. Há muita publicidade e mecanismos de polarização de opinião das massas dentro deles.
Em um passado muito recente, coisa de 2-3 anos, a Inteligência Artificial foi disponibilizada massivamente em forma de aplicativos, em sites de busca, em redes sociais e em tudo praticamente. Aqui mesmo no editor que uso para escrever os meus textos, tem uma funcionalidade para usar a IA. Eu não aceito, estou fora disso. A escrita é um prazer, não há graça nenhuma em pedir pra IA escrever no meu lugar! Lembro da minha professora Nadir, que me ensinou a ler e a escrever, e outras professoras que depois foram mantendo e orientando o exercício de leitura e de escrita. Um trabalho essencialmente humano, do dia-a-dia e que promove o desenvolvimento cognitivo e social. Eu tenho muito respeito e escrevo os meus textos, letra por letra.
Ladeira abaixo: a IA encontra a psicologia
Esse ano chegou pra mim a informação de que já existem os serviços de plataformas que ouvem, transcrevem e cospem prontuários de sessões de terapia e até de consultas médicas. Eu acho o fim da picada! Psicólogo que não dá conta dos prontuários, vai dar conta de relatórios e laudos? Acho difícil…Parem de preguiça! Trouxe esse assunto específico no link abaixo:
Leia também: PAREM AS MÁQUINAS ——> https://psicologajacquelinebonardi.com/parem-as-maquinas/
O presente e o futuro que está logo ali
O presente da escrita é esse? Poucas pessoas resistindo para manter hábitos de leitura e escrita? Pelo que percebo, tem IA em todos os lados: imagens, vídeos, em textos das redes sociais e até mesmo em trabalhos acadêmicos. Antes mesmo das pessoas tomarem gosto e treinarem a escrita elas já estão sendo atravessadas por coisas feitas por uma IA qualquer ao alcance de sues dedos.
Como manter as atividades humanas e analógicas em um mundo totalmente digital? Qual será o futuro? Bom, é difícil falar de algo no longo prazo com tanta IA consumindo muita energia e água, não é mesmo?
Referências
VALLE, Maíra; PANCETTI, Alessandra. A transformação do mundo pela escrita. ComCiência, Campinas , n. 113, 2009 . Available from <http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-76542009000900002&lng=en&nrm=iso>. access on 22 Aug. 2026.
https://www.nationalgeographic.com/history/article/syria-oldest-alphabet

