“Não deixe o samba morrer”

Cinco de outubro é o dia mundial dos professores. No Brasil, a comemoração acontece no dia 15 de outubro e, antes de ser decretado como feriado escolar nacional em 1963, a data foi implementada por Antonieta de Barros em Santa Catarina, com a lei estadual que previu o descanso do dia dos professores. Independente do dia, outubro é o mês desses profissionais que ensinam e contribuem para o desenvolvimento de crianças, adolescentes e adultos todos os dias, no mundo todo. No ensino superior, professoras e professores atuam mais diretamente na formação de novos profissionais.

Quando pensei em escrever este texto, vários aspectos me vieram à mente: condição de trabalho dos professores, baixo reconhecimento e salário, apagão de professores previsto para um futuro próximo, violência nas escolas, salas de aula cheias, demandas e burocracias cada vez maiores, ambiente barulhento o tempo todo, adoecimento físico e mental, entre muitas outras camadas/questões/desafios que envolvem estar na carreira docente. São análises que renderiam pesquisas e livros! Afinal, o trabalho dos professores não envolve somente transmitir conhecimentos ou conteúdos, existe todo um contexto e várias circunstâncias que desenham a realidade do magistério no Brasil. Há significados e afetos, afinal é uma atividade humana por excelência.

A/Os professoras/es são humanos

Todos os dias, professores contribuem para o desenvolvimento de seus alunos e o contrário também acontece. Aprende-se a ser professor, sendo! A docência é muito mais do que conhecimento técnico. E, sim, algumas pessoas esquecem, mas professor também é ser humano. Sem dúvidas, é um trabalho de formiguinha, artesanal e, na maioria das vezes, contra a corrente. Além de ser não ser fácil, ainda é difícil! É extremamente difícil e, às vezes solitário, por incrível que pareça.

Mas existem trocas gratificantes com os estudantes e colegas de trabalho durante a rotina. Há muitas coisas boas! Só não quis deixar esse texto romântico, como são as homenagens feitas pelas pessoas no dia dos professores. E, sejamos honestos, em outubro chegam as mensagens lindas, mas nos demais meses do ano professores e o seu trabalho recebem ataques/críticas com grande frequência.

“Não deixe o samba morrer”

Enfim, esse texto saiu sem um eixo condutor ou uma perspectiva muito objetiva. O resultado foi um tanto pessimista sim, é verdade. Pode ser a época do ano, final do ano letivo já deixa mais explícito o cansaço acumulado e abre espaço para que o lado ruim sobressaia com muito mais facilidade. Mas seguimos!

Esse artigo foi escrito por:

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Jacqueline Bonardi Tavares

Psicóloga – CRP 06/201399

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